Corretor de seguros pessoa física ou jurídica: conheça as vantagens de cada um

Omar Ajame
Corretor de seguros pessoa física ou jurídica: conheça as vantagens de cada um

Depois de habilitados, muitos profissionais ficam em dúvidas sobre ser corretor de seguros como pessoa física ou jurídica. Cada um tem seus prós e contras e conhecê-los ajudará a entender qual é o melhor caminho e a ser o único responsável pelo seu sucesso.Recentes mudanças na legislação e na carga tributária fizeram com que os corretores analisassem com cuidado os benefícios e desvantagens de cada modalidade para melhorar os rendimentos e aumentar o potencial de atuação.Além disso, compreender essas questões auxilia a identificar também como ser um corretor de seguros autônomo. Então, aproveite e confira agora quais são as principais informações sobre o assunto! Boa leitura!

Quais são as diferenças entre as modalidades?

Pessoa jurídica

São constituídos como pessoa jurídica aqueles que exercem sua função profissionalmente por meio de empresa e CNPJ, emitindo notas fiscais para suas comissões. Desde 2015, a profissão de corretagem é regularizada pelo Simples Nacional, trazendo algumas diferenças benéficas para os profissionais, principalmente sobre a carga tributária. Veja a seguir:

  • imposto: 6% para profissionais que ganham até R$ 15 mil mensais e 8,21% para profissionais com renda acima disso;
  • ISS: 1 a 2% (valor médio, varia de acordo com o município);
  • CPP (Contribuição Previdenciária): 4%.

Neste caso, o INSS é pago pela Pessoa Jurídica e é considerado opcional. Além disso, a operadora não precisa arcar com nenhuma porcentagem incidente sobre as comissões dos corretores. Ao final, a carga tributária soma 12% das comissões, aproximadamente.

Pessoa física

É possível exercer a profissão como autônomo, permanecendo como pessoa física. Nesse caso, precisa ser emitido RPA (Recibo de Pagamento Autônomo) em vez de nota fiscal e considerar todos os impostos envolvidos na operação. Em relação à carga tributária, temos os seguintes pontos:

  • a carga tributária para emissão de RPA e recolhimento de imposto é um fator que deve ser considerado;
  • imposto de renda: 27,5% (para corretores que ganham mais de R$ 4.664,68);
  • ISS: 2% (valor médio, varia de acordo com o município);
  • taxas sindicais;
  • INSS.

Em casos de empresas que repassam a comissão, o autônomo deve reter 11% do INSS descontado de sua conta. A contratação de autônomos também prevê um recolhimento de 20% da somatória de todas as comissões. Ao final, a carga tributária fica em quase 40%.

Quais são as vantagens e desvantagens de cada uma?

Caso o corretor trabalhe com mais de uma seguradora, deve ser pesada a somatória dos impostos. No caso de pessoa física, a tabela é progressiva e a retenção é na fonte pagadora (seguradora). Ou seja, sempre que a empresa repassar o pagamento, será descontado o imposto de renda.Como pessoa jurídica, o Simples trouxe vantagens pela redução dos impostos e dos trâmites burocráticos envolvidos nos processos de pagamentos e comissões. Para quem tem um rendimento mais elevado, optar por trabalhar como pessoa jurídica costuma ser mais vantajoso, pois recebe menos descontos. Em todo caso, deve-se avaliar com cuidado o contexto antes de escolher.

Como se tornar um corretor de seguros autônomo?

Independentemente da modalidade que tenha escolhido, se tornar um corretor de seguros autônomo pode ser uma grande oportunidade de conseguir melhores resultados em sua carreira ao longo do tempo. Contudo, para conquistar esse espaço, é importante seguir alguns passos. Vamos mostrá-los na sequência.

1. Trabalhe sua comunicação

Trabalhando como autônomo, o corretor de seguros deverá ser responsável pela prospecção dos clientes. Isso exige que ele saiba se comunicar de forma a atrair a atenção do público em potencial e ser persuasivo para convencê-lo sobre a contratação. Para isso, uma opção é realizar treinamentos de comunicação persuasiva.

2. Cumpra todos os dispositivos legais sobre o tema

A corretora de seguros pode ser pessoa física ou jurídica. Em ambos os casos, o corretor deve ser habilitado legalmente para poder vender seguros. A legislação exige que o corretor de seguros tenha os seguintes requisitos cumpridos:

  • ser maior de 18 anos;
  • ter concluído o ensino médio;
  • ser aprovado no Exame para Habilitação de Corretores de Seguros da Escola Nacional de Seguros;
  • a partir da aprovação, o corretor deve estar regularmente inscrito no IBRACOR (órgão autorregulador, autorizado pela SUSEP), conforme passo a passo.
  • decidir se atuará como pessoa física ou jurídica.

Com todos os passos cumpridos, você se torna oficialmente um corretor, podendo atuar junto a uma empresa ou de forma autônoma.

3. Qualifique-se para o cargo

Apesar de não ser exigido nenhum curso superior ou especialização para trabalhar como corretor autônomo de seguros, é importante se qualificar para a atuação.Você pode fazer cursos focados na área que ensinarão questões importantes sobre o mercado de seguros, tornando-o um profissional com maior entendimento sobre o tema. Porém, não se deve focar apenas nisso. Há ainda habilidades que podem ser potencializadas e aplicadas nas mais diferentes áreas. São elas:

  • marketing;
  • gestão de finanças;
  • comunicação interpessoal;
  • linguagem corporal;
  • persuasão;
  • gatilhos mentais;
  • gestão de negócios;
  • questões tributárias, entre outros.

4. Invista em marketing

O marketing é fundamental para que você alavanque sua carreira como corretor de seguros autônomo. Por meio dele, é possível formar uma imagem consistente no mercado, atrair o interesse de seu potencial público e melhorar a reputação como profissional.É importante entender quais são as principais técnicas utilizadas para esse fim no setor de seguros e conduzir o potencial cliente pelo funil de vendas até o ato da contratação. Além disso, um bom marketing pode ser responsável pela fidelização do cliente a longo prazo, fazendo com que, ao fim da vigência da apólice, a renovação seja feita com você.

5. Conte com o suporte da tecnologia

As tecnologias disponíveis são aliadas dos corretores de seguros autônomos, facilitando a gestão de clientes e ajudando a ter melhores resultados. Por exemplo, um sistema focado nessa área automatiza tarefas que poderiam ser bastante trabalhosas para o corretor.Por exemplo, o controle dos contratos próximos a vencer pode ser complicado para aqueles que estejam atuando sozinhos. Com um sistema focado nisso, é possível automatizar a tarefa, encaminhando e-mail para o contratante próximo ao prazo de término do contrato.Com essas dicas, é possível entender como ser um corretor de seguros autônomo com qualidade e minimizar os riscos de investir nessa carreira. Temos certeza de que por meio delas você vai construir uma boa trajetória.Quer contar com o apoio de uma ferramenta pensada para que corretores tenham os resultados esperados? Então, entre em contato e conheça as soluções da TEx.

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